segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Teoria da Mula

A teoria é a seguinte: colocando umas palas numa mula, num burro, num cavalo, etc., pode-se por o desgraçado do bicho a andar ás voltas numa nora que ele pensa sempre que está a andar em frente.
Não faço a mínima ideia daquilo que vai na mente de uma mula, quando por vontades que a ultrapassam, anda às voltas numa nora com palas nos olhos...
...talvez que os caminhos são sempre muito parecidos uns com os outros e que, talvez, o Mundo não seja tão grande como se diz...
Por outro lado, uma mula não pensa. Quando muito, sente.
Fome, medo, desejo de descendência... Ou nem sequer isso.
Já as pessoas, essas sim, sentem e pensam tudo e mais alguma coisa. E é por isso que me choca que tanta gente neste Mundo goste de ser mula e andar com palas nos olhos.
É pior, muito pior, do que com as mulas, pois a essas são os donos que lhe impõem as palas, a muitas destas pessoas-mulas são elas mesmo que se impõem as palas.
Feliz do ditador que atinge tal feito: fazer crer ao seu povo que é livre. Nunca esquecer esta máxima "Porquê lutar pelo que já é meu?".
E assim, confiantes nas nossas palas de liberdade, lá vamos nós, nunca notando se o caminho que está mesmo ao lado não será melhor do que este por onde nos guiam.

Alergia à mudança

Não gosto da mudança. O facto de um dos pilares da Realidade ser a sua impermanência, é para mim uma agressão pessoal.
Gosto que as paisagens sejam eternas, e que sempre o tenham sido. Que os heróis e os vilões deste Mundo sejam simples e sem falhas, quer para o Bem, quer para o Mal.
A infantil, pior, infantíloide necessidade de manter as coisas "tal como estão" é algo tão mau que ultrapassa as meras classificações concebidas pela mente humana.