terça-feira, 9 de março de 2010

Space Dementia

Realmente, por mais que se queira, isto não têm volta que se dê.
Se não absorvemos noticias por todos os poros, mais de metade do que se passa em nossa volta torna-se impossível de perceber e qualquer decisão que tomemos é, no mínimo, mal fundamentada.
Por outro lado, a desinformação e a deturpação de factos devido a supostos estilos editoriais tornou-se tão grande que já não é possível encarar qualquer fonte de informação isolada como fidedigna, temos de "ir a todas" e o esforço de compilação de informação frita-nos a mioleira.
Resumindo, fica-se burro ou fica-se maluco, mas normal é que não ficamos se queremos viver neste nosso Mundo actual.
Comparemos então as alternativas:


Vantagens
Inconvenientes
Burro
  • Dá coices quando demais é demais
  • Morde
  • Fica sempre bem nas fotos de férias
  • É burro
  • É sempre desconsiderado por não ser cavalo
  • Têm de alombar com o dono que lhe calha
Maluco
  • Alucinogénos de borla
  • Quartos devidamente insonorizados
  • Quase intocáveis face às leis
  • É maluco
  • Há sempre aquela questão de se estar fechado no manicómio
  • Só com muita sorte é que colete-de-forças ficam na moda.

A escolha cabe a cada um. Pessoalmente acho que ser maluco é a opção mais acertada pois um burro maluco é abatido, mas um maluco burro passa despercebido.
No entanto tenho de aceitar uma crítica em relação a se ser maluco: não é uma opção lá muito sexy.
Convenha-mos, entre acreditarmos que somos um pneu de autocarro ou que o marciano da charcutaria nos vendeu um bilhete da lotaria falso, nenhuma das hipóteses nos garante capas nas revistas cor-de-rosa.
A única solução é uma loucura caracterizada. Jack Nicholson em "Voando sobre um ninho de cucos" é francamente difícil. Português por outro lado seria demasiado deprimente e muito dispendioso. Assim optemos por algo mais "Space Dementia" e pode ser que ninguém note, pois Muse até está na moda.

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